Citação · Para refletir · Ver e ouvir

Das consolações

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Há muitas espécies de consolações nos tempos que correm, e se as há é porque o mundo carece de ser consolado. Carece, na verdade, desde sempre. Ou, pelo menos, desde que os gregos passaram a pensar o mundo e as dores da condição humana.

Foi, pois, para consolar-se que o ser humano dedicou-se, desde tempos imemoriais, a alguma forma de expressão artística. Para sentir-se menos só. Menos desamparado. Para, de alguma forma, transcender. A si mesmo. Às circunstâncias. À vida mesma.

Fernando Pessoa foi quem o disse: “A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta.” Nosso Gullar replicou a célebre frase. Caio Fernando, a seu modo, também. E deve haver muitos outros que não apenas concordam com a afirmação, mas sentem-na, vivenciam-na, expressam-na.

Agora encontro essa mesma ressonância na fala do filósofo suíço Alain de Botton. Filosofia, arte, literatura. Consolemo-nos, pois.

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